Propostas de desenvolvimento marcam a realização do 7º Congresso dos Profissionais do Sistema Confea/ CREA do Pará - 28/5/2010 15:21:44
Autor: Ascom
Fonte: CREA-PA

'Para o Brasil saltar da 9ª para a 5ª potência, vamos precisar, e muito, da engenharia'. Foi assim que o Eng. Civ. Marcos Túlio de Melo, presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Confea, deu início à cerimônia de abertura do 7º Congresso Estadual de Profissionais, CEP, no último dia 18 de maio, no auditório Lourival Bahia, sede do CREA-PA.

Na mesa oficial do Encontro, o qual se prorrogou até o dia 20 de maio, também esteve presentes o presidente do CREA-PA, Eng. Civ. José Viana, o presidente do CREA-SP, Eng. Civ. José Tadeu da Silva, o presidente do CREA-AP, Eng. Civ. Alberto Gama, o coordenador da comissão organizadora do 7º CEP, Eng. Civ. Harold Stoessel Sadalla e a coordenadora do Colégio de Inspetores, Eng. Agr. Ana Maria Pereira de Faria.
Ao refletir sobre a importância do Encontro, o presidente do CREA-PA abordou sobre a relevância dos problemas sociais, relacionados com o Sistema Confea/ CREA. De acordo com ele, o mais importante hoje no Brasil é enfrentar o problema da educação. ?Passamos duas décadas onde os profissionais procuravam emprego, hoje são os empregos que procuram os profissionais, e as universidades não tem condições de, em curto prazo, atenderem as exigências do mercado de trabalho?, alertou o presidente.
Na ocasião, o presidente do Conselho também discursou sobre temas importantes para a atual conjuntura do Estado, entre eles: a construção da Usina de Belo Monte e o projeto de lei que defende a divisão do Estado do Pará. ?Aqui no Pará temos inúmeros desafios. Nosso consumo energético é crescente e, a cada dois anos, nós necessitamos de uma nova Tucuruí, por isso nós precisamos avançar no desenvolvimento, com todos os recursos tecnológicos que temos disponíveis para minimizar qualquer tipo de impacto ambiental?, defendeu Viana.

Visão de futuro ? Para falar sobre a importância de a classe tecnológica aproveitar este momento estratégico de escolha dos governantes, o presidente do Confea metaforizou usando a parábola do bom velejador: ?Nenhum vento é bom, se não sabe para onde quer ir, ou seja, nenhuma categoria profissional será reconhecida se não se posicionar, nós precisamos ajudar esse país a ter um projeto de nação?, argumentou.
De acordo com Túlio, os profissionais não têm formação de gestão na sua formação básica e isso implica em um problema para nós, para o país e para o sistema de ensino. Diante deste contexto, o presidente do Confea exemplificou a realidade do contexto da América Latina. Nesta referência, o pior número de engenheiros formados por ano é o do Brasil. ?Será que dá para continuar nesse momento com a visão que o engenheiro tem hoje? O que serão das nossas organizações daqui a onze anos??, questionou.
Ainda na abordagem sobre o avanço dos profissionais, do Sistema Confea/ CREA e, conseqüentemente, da nação, os participantes foram submetidos ao questionamento sobre qual país consegue se desenvolver sozinho. A resposta veio acompanhada da crítica que se relaciona ao conceito de inserção internacional. ?Nós a confundimos com uma visão distorcida, pois quando o governante se faz presente nas políticas públicas de outros países, nós erroneamente julgamos que ele está ali a passeio?, diagnosticou.
Para encerrar a análise, consolidou-se o posicionamento de que nós temos que mudar de comportamento, devemos aguçar nossa visão de futuro. Diante dos representantes da classe tecnológica paraense, Túlio ratificou que necessitamos aproveitar este ano de 2010 para apresentar propostas de desenvolvimento. Depois de lançar questionamentos sobre se os projetos que temos são aqueles que realmente atendem à necessidade social, econômica e política do país, o presidente do Confea finalizou em tom imperativo: ?precisamos acordar, não podemos mais pensar pequeno?.

Sistema profissional é tema de palestra no 7º CEP
O presidente do CREA-SP, Engenheiro Civil José Tadeu da Silva, realizou seu discurso marcado pela agilidade e direcionamento certeiro sobre alguns dos principais assuntos referentes aos profissionais da classe tecnológica.
Voltado mais para uma conversa informal, porém muito explicativa, do que para uma palestra comum, ele abordou alguns aspectos relacionados aos novos profissionais. "Precisamos mudar nossa postura de comportamento", afirmou o Eng. Civ. José Tadeu.
De acordo com ele, engenharia significa transformar recursos naturais em materiais para os seres humanos, sem causar danos ao meio ambiente. Partindo desse ponto, exige-se uma melhor qualificação do profissional e dos serviços por ele oferecido. Isto é feito para que haja uma padronização do trabalho, de uma forma geral, somado às tendências de mercado.
Outro assunto abordado foi a falta de cumprimento das normas técnicas que geram danos ao homem. "Cerca de 500 pessoas morrem por ano por causa de danos técnicos ocasionados pela falta de segurança no trabalho", comentou o presidente referindo-se à falta de preocupação dos profissionais em relação a sua própria segurança, e também com a segurança da sociedade, de uma forma geral. Para minimizar estes danos, é necessário que através da Anotação de Responsabilidade Técnica, ART, o profissional normatize seu projeto, a fim de evitar problemas posteriores.

 

 
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